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domingo, 29 de setembro de 2013

Nada a comemorar

Imagem: w.gasperi.blog.uol.com.br

O território bendito e ordeiro, com seus 93 anos de existência oficial ainda precisa de muito para poder comemorar. Em todos os sentidos.

Em um item a cidade está a léguas de distância de ser a tal “grande Esperantina” cantada no rádio. Qual seria o item  O Trânsito. Alvo de medida que tentou civiliza-lo, apresentou leves melhoras por curto período, ainda que à força, pesando antes no bolso que na consciência dos condutores.

Por curto espaço de tempo pareceu que finalmente teríamos algo próximo da regulação pelas ruas da cidade. Ledo engano. Ultimamente as melhorias conquistadas – senão todas, a maioria delas – desceram Morro abaixo, se é que me entendem.

Veículos agora trafegam na contramão com a mesma desenvoltura de quem falta ao serviço na segunda porque foi a uma festa no domingo. Veículos são estacionados onde melhor convier ao condutor. Altas velocidades, não uso do capacete, som abusivo, menores guiando e uma miríade de outros fatores relacionados nos fazem desacreditar que tudo um dia será resolvido. Somente o aparato policial com seu baixo efetivo não consegue resolver o problema. É preciso mais envolvimento de pessoas com poder de mando na causa, por exemplo, levando a cabo a municipalização do trânsito.

Não deixou de ser cômico quando dias atrás o paquidérmico apresentador de um telejornal estadual citou Esperantina como tendo o trânsito controlado. Concordo em partes. Esperantina tem sim o trânsito em ordem: primeiro morrem os motociclistas, depois os motoristas, ciclistas e por fim, os pedestres.

E tenho dito!

domingo, 11 de março de 2012

Vou de táxi (ou não)


Imagem: anunciautos.com.br/


Bastante numerosos tomando-se por base a população, hoje Esperantina conta com considerável frota de táxis, que apresentam preços diferenciados. Como em outros setores da prestação de serviços, por aqui basta possuir um veículo e uma plaquinha para pôr no teto do carro e pronto, já temos mais um táxi. Até hoje ninguém – leia-se autoridades - se dispôs a tentar algo com a regulação desta prestação de serviço em Esperantina. Tal falta de iniciativa, porém, não surpreende, tratando-se desta cidade.

Atualmente o individuo que chega à cidade é escaneado do ápice à base logo ao descer do ônibus e disputado por uma multidão que poderia ser de boas vindas, mas que na verdade é composta apenas de motoristas de táxi e de moto-táxi. Após o exame detalhado do incau... digo, do cliente, em que são analisadas as vestimentas, malas e possível origem, dá-se a oferta da prestação do serviço, que varia de preço conforme as análises citadas anteriormente. Veio de Teresina ou demais cidades do estado? Preço razoável, porém ainda caro para nossos padrões. Veio de outro estado, do trecho, como diriam alguns, o preço vai às alturas. Ressalte-se que mesmo cobrando preços por vezes extorsivos à base do olhômetro, não é raro pessoas que se utilizam destes serviços para comparecer a festas ou outros eventos tenham dificuldades ao retornar aos locais de origem, visto que os diligentes prestadores de serviços não permanecem a postos após determinadas horas da noite. Cumpre aqui lembrar que há poucas, porém honrosas exceções a esta regra.

Outras cidades do estado já se arranjaram para tabelar preços e resolver esta pendenga. Já por aqui, como sempre, ninguém reclamou, tá beleza então.

Se os preços fossem tabelados ou se usassem taxímetro os preços baixariam – provavelmente - e mais pessoas poderia fazer uso dos táxis. O detalhe é que aqui os veículos daqui variam de modelos novos outros que já reclamam aposentadoria.