segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A expectativa

Meio copo ou cheio: depende de quem observa.


Ano novo se aproxima e mais uma administração a ser testada no comando de Esperantina. Será o fim dos meio-fios pintados de branco? Será o fim dos asfaltos jogados sem manejo algum nas ruas e avenidas? Veremos mais pessoas participando das licitações ou só o grupo de apoio?

As expectativas, como sempre, são grandes ante o desafio da nova administração, como em todos os anos anteriores. O que não se espera é que meia dúzia de apaniguados se beneficiem e o restante do funcionalismo permaneça ao largo das decisões que lhes dizem respeito.

A cidade de Esperantina já merece assistir ao tal estádio sair dos planos de papel, o mercado público submergir da imundície, as ruas limpas e livres do lamaçal e devidamente sinalizadas. Também seria de bom alvitre que os ditos escolhidos entre a populaçao de votantes para dirigir suas respectivas pastas o façam sem salto alto, que abandonem os óculos escuros e lembrem que são apenas quatro anos.

Nuvens negras se avizinham no horizonte. Menos oba-oba. O resto virá. Ou não.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O ocaso dos poderes

Imagem: Arquivo do Blog.


Assistimos ao fim de mais um período, mais um final de mandato em Esperantina e a história (em minúscula mesmo) se repete, com novas nuances. Aplausos de um lado, vaias do outro.

O desempenho dos poderes teve seus altos e baixos, mais baixos que altos, melhor dizendo. E já no finalzinho, no apagar das luzes o legislativo demonstra para o que veio e serve.

Em uma votação durante sessão extraordinária foi aprovado projeto de lei que revogava outro que nem deveria ter existido, mas que a incapacidade latente de pensar criticamente impediu a análise. Trata-se de novo PL que devolve ao tesouro municipal a responsabilidade pelo pagamento de aposentados, pensionistas e viúvas de ex-prefeitos. A aberração teve início quando o primeiro projeto foi aprovado pela maioria dos edis ainda no ano de 2010, sem que para isso os membros dos conselhos do regime próprio de previdência do município fossem consultados. Foi só bater a vontade de fazer, convencer mentes e partir para o abraço.

Desta vez, ouvidos os conselheiros mas sem acordo prévio e ainda com muitas lacunas, o PL devolveu os aposentados, pensionistas e viúvas de ex-prefeitos e com eles as despesas para os cofres das viúva, sem previsão de estorno dos valores recebidos pelos mesmos durante quase dois anos. Novamente a tática foi a vontade de fazer, convencer mentes e outro abraço. Simples assim, sem ao menos uma olhadela nos balancetes para ver o impacto financeiro futuro.

A cada eleição nos vimos cercados de promessas por todos os lados, as melhores possíveis e muitos se deixam levar por elas. Passados quatro anos novamente estão à busca de novos líderes que, estes sim, nos representarão bem, pensarão por nós e tudo farão para cumprir as promessas feitas à calçada ao sabor de um cafezinho.

E assim conhecemos o modo de governar de uns, pensar de outros e agruras de todos.