terça-feira, 20 de novembro de 2012

É melhor se trumbicar

Imagem: Banco de imagens internet.


Segundo a Lei Nº 9.612/98, que instituiu o serviço de radiodifusão comunitária e dá outras providências, denomina-se Serviço de Radiodifusão Comunitária a radiodifusão sonora, em freqüência modulada, operada em baixa potência e cobertura restrita, outorgada a fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do serviço. (grifo nosso).

Ou não entendi direito ou nos grifos há claramente a recomendação de não efetuar a cobrança de dinheiro pelos serviços prestados. Como assim? Querem me fazer acreditar que aquele mundaréu de anúncios de festas, serestas, propagandas de comércios é tudo digrátis?

Dia desses, sem nada útil para fazer, resolvi ligar o rádio para ouvir a programação local. Sim, pois apesar da legislação limitar o alcance, algumas delas são ouvidas a vários quilômetros de distancia e pude ouvir um festival de horrores.

A formação profissional de locutores é melhor nem citar. Para ficar somente em um exemplo, em um jornalistico local, daqueles que só lêem o que saiu na imprensa, tudo ali, prontinho somente para o ouvinte deglutir, um cidadão fazendo as vezes de radialista não conseguia pronunciar mais que quatro palavras sem tascar um Né? E assim, aos trancos e barrancos prosseguia. Se não há fins lucrativos, então eles perdem um tempo considerável praticando boas ações, pois a cada dez minutos de programa outros 20 são dedicados à propagandas, em sua maioria convites para festas. Inclusive lembro de uma destas rádios ditas comunitárias que tem contrato assinado e tudo com ente público, com cobrança mensal de valores pela prestação de serviços. Não pode cobrar pelos serviços? Sei.

Em parte, o grande apelo para o funcionamento das rádios “comunitárias” é dar suporte ao Proselitismo religioso ou apoio a chefetes políticos. E pensar que ainda tem quem lute insistentemente pela sobrevida deste tipo de comunicação que teve inicialmente boas intenções, mas que na atualidade deixa muito a desejar aos objetivos iniciais, basta acompanhar a programação de qualquer delas. Melhor mudar de estação e amplitude.

E tenho dito!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A vida continua


Neste momento na cidade, todas as atenções se voltam para o atraso no pagamento do funcionalismo e assemelhados e nas especulações sobre o secretariado do governo vindouro. Enquanto isso, a cidade aguarda por mais um timoneiro. Os problemas se acumulam e as soluções se distanciam da realidade. Problemas antigos continuam a atormentar os cidadãos esperantinenses.

Para de concentrar em apenas um deles, basta se ater ao trânsito, que continua a dizimar a população em uma marcha lenta mas constante. Nas ruas do centro, para complicar ainda mais, os comerciantes continuam a utilizar as calçadas como extensão de suas gondolas, sem que ninguém reclame ou algo seja feito.

Imagem: Enquanto isso, no centro da cidade.

No Código de Posturas do município de Esperantina, criado no distante ano de 1993, lê-se em seu Art. 71 “– É vedado embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito dos pedestres sobre passeios (leia-se calçadas) e praças e o[sic] veículo nas ruas, avenidas, estradas e caminhos públicos, salvo quando realização de obras públicas, feiras livres e operação que visem estudar o planejamento do tráfego, definidas pela Prefeitura Municipal ou quando as exigências policiais o determinarem.” Qual a dificuldade em se aplicar isso?

Leis que disciplinem a convivência em níveis minimamente civilizados a cidade tem, só falta quem as aplique, sem medo de ter o troco nas urnas. O máximo que tratam sobre o trânsito é aceitar reclamações de infratores que preferem se manter à margem da lei de trânsito e manifestar apoio pela interrupção das blitz nas ruas e estradas municipais.