domingo, 11 de março de 2012

Vou de táxi (ou não)


Imagem: anunciautos.com.br/


Bastante numerosos tomando-se por base a população, hoje Esperantina conta com considerável frota de táxis, que apresentam preços diferenciados. Como em outros setores da prestação de serviços, por aqui basta possuir um veículo e uma plaquinha para pôr no teto do carro e pronto, já temos mais um táxi. Até hoje ninguém – leia-se autoridades - se dispôs a tentar algo com a regulação desta prestação de serviço em Esperantina. Tal falta de iniciativa, porém, não surpreende, tratando-se desta cidade.

Atualmente o individuo que chega à cidade é escaneado do ápice à base logo ao descer do ônibus e disputado por uma multidão que poderia ser de boas vindas, mas que na verdade é composta apenas de motoristas de táxi e de moto-táxi. Após o exame detalhado do incau... digo, do cliente, em que são analisadas as vestimentas, malas e possível origem, dá-se a oferta da prestação do serviço, que varia de preço conforme as análises citadas anteriormente. Veio de Teresina ou demais cidades do estado? Preço razoável, porém ainda caro para nossos padrões. Veio de outro estado, do trecho, como diriam alguns, o preço vai às alturas. Ressalte-se que mesmo cobrando preços por vezes extorsivos à base do olhômetro, não é raro pessoas que se utilizam destes serviços para comparecer a festas ou outros eventos tenham dificuldades ao retornar aos locais de origem, visto que os diligentes prestadores de serviços não permanecem a postos após determinadas horas da noite. Cumpre aqui lembrar que há poucas, porém honrosas exceções a esta regra.

Outras cidades do estado já se arranjaram para tabelar preços e resolver esta pendenga. Já por aqui, como sempre, ninguém reclamou, tá beleza então.

Se os preços fossem tabelados ou se usassem taxímetro os preços baixariam – provavelmente - e mais pessoas poderia fazer uso dos táxis. O detalhe é que aqui os veículos daqui variam de modelos novos outros que já reclamam aposentadoria.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tudo está igual como era antes...

Imagem: violencianotransito.blogspot.com
... Quase nada se modificou [...]


Apesar dos esforços – fracos que nem choque de lanterna, o trânsito em Esperantina continua caótico.

Se por um lado temos pequeno efetivo cuidando do trânsito local, por outro o contingente de transgressores é muito maior. Pelas ruas da cidade o que se vê são os mais variados absurdos, como menores guiando motos e veículos em geral; motociclistas utilizando capacetes apenas para passar em frente à delegacia; veículos trafegando sem as mínimas condições de segurança flertando com a morte por imprudência

Porém o que mais aporrinha é ver que pessoas bastante esclarecidas, que deveriam dar o exemplo aos demais cidadãos figuram entre os que mais insistem nas condutas erradas. Estes cidadãos são os mais diversos, como funcionários públicos ou mesmo professores que cedem seus veículos aos filhinhos para que eles, coitadinhos, possam se deslocar até a escola, quem sabe até atropelem alguém, mas multa existe para isso mesmo e eles podem – e fazem questão de afirmar - pagar. A certeza de que não serão importunados só faz aumentar este tipo de atitude.

Como agora basta alegar falta de recursos para escapar das obrigações, continuaremos do dia-a-dia a ver estas e outras cenas ainda piores se repetindo pela cidade de ruas enlameadas e esburacadas. A justiça pode até ser cega, mas as injustiças podemos ver.