terça-feira, 6 de setembro de 2011



Dias desses ao folhear um noticioso da capital deparei com enorme relação onde constavam nomes de pessoas beneficiárias do programa Pronaf, sem designar a categoria, mas era uma senhora lista de pessoas convocadas - maior até mesmo que dos patrocinadores das festas da padroeira - a comparecer a uma agência bancária de Esperantina, com a finalidade de liquidar seus débitos. Lendo a lista não é possível identificar a cidade dos convocados, mas certo é que deve ser de qualquer uma do entorno ou vária delas.

Segundo informações do site do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, 

o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País. 


Ainda segundo informações do site, os projetos devem gerar renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária seja ele para o custeio da safra, atividade agroindustrial, investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura. A renda bruta anual dos agricultores familiares deve ser de até R$ 110 mil.


Se os beneficiários têm condições especiais para pagamento, porque a lista tão grande de inadimplentes? Em qual ponto da trajetória foi perdido o fio da meada?

Será que os estudos de viabilidade para aprovação foram realmente satisfatórios, faltou empenho dos beneficiários ou a natureza será a vilã de mais esta história? De qualquer forma, a lista esta aí para evidenciar falhas no processo.

E agora, será que haverá a anistia para os devedores tal qual ocorreu com as taxas do DETRAN?  Mais um peso para o bolso do contribuinte? Houve um tempo em que foi incutido na cachola era comum entre os beneficiários de programas governamentais que todos os projetos eram a fundo perdido, isto é, não necessariamente deveriam ser pagos ou seriam cobrados os resultados.

Desta vez, pelo menos inicialmente, acontece um esboço de tentativa para recuperar parte do capital investido. A segunda parte deste episódio será... deixa ver... 2012, mas aquele não será o ano das ... Chega! Já pagamos caro demais para manter a máquina estatal.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dúvidas, eternas dúvidas




Aproxima-se o dia do aniversário da cidade e a interrogação: que presentes serão ofertados? Já basta de meio fio pintado de branco.

Que tal a reforma do que resta da avenida? Lembro que à época do asfaltamento, ainda em 2010 (nossa, quanto tempo, não?), foi dito que o produto (asfalto) era um dos melhores disponíveis no país. Realmente, era. Alternativamente, aproveitando a ocasião seria ótima oportunidade para retirar aquelas casinhas de pombo que construíram no passeio da avenida, que atrapalham a vida dos pedestres, tiram a visão dos motoristas, enfeiam e sujam a área.

E o estádio? Parece ser mais barato e viável deixar o espaço para instalação de circos. Quem precisa de esportistas, né?

E o Instituto Federal de Educação? Verificando no site do Mec pode-se constatar que até o ano de 2014 não há previsão para construção de um nestas terras, apesar das promessas e empenhos.

Não menos interessante seria a instalação de semáforos nas ruas mais movimentadas, como nas proximidades do mercado, visto que os hoje existentes na cidade não passam de decoração de mau gosto, tão inúteis quanto as mensagens de carteira de cigarros ou o Beba com Moderação nos engradados com 12 cervejas.

O próprio mercado público, se reformado, seria um presente e tanto. Com ou sem escada rolante e segundo piso é um dos locais que mais merece atenção. Muitas cidades têm em seus mercados públicos um importante local de visitação pelos turistas, mas quem em pleno gozo das faculdades mentais apresentaria aquilo a um visitante?

Ao menos temos a promessa certeza da apresentação da espuma da nata da cultura local no dia do aniversário da cidade. Alavantu para a cultura, Anarriê para o atraso.