quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Página virada



Por problemas técnicos estive em off por uns dias, mas não pude me furtar em escrever um pequeno texto, na verdade um textículo, sobre a entrevista coletiva convocada pelo excelentíssimo, dia 06 do corrente para anunciar o calendário anual de pagamento dos servidores públicos municipais e também apresentar relatório do primeiro ano de governo, ocasião em que reuniu a – cof, cof – imprensa local, no que prometia ser uma ótima oportunidade para acertar arestas.

O alcaide foi duramente sabatinado pela – cof, cof – imprensa local. Perguntas relevantíssimas sobre a administração local fuzilaram a autoridade, que deve ter saído do local atordoado com o nível do debate.

A coletiva me pareceu semelhante a um jogo de xadrez, onde tudo é prévia e meticulosamente medido, estudado, para que tudo saia conforme combinado. E no final, tudo saiu nos conformes para os que não sabem cuspir. Para Todos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

De olhos vidrados no progresso

A cada dia que passa o progresso de Esperantina acrescenta algo de assustador. Tem sido assim nas últimas décadas.

No momento, é o canteiro e o asfalto da avenida, passando ainda pela magistral passarela para uso dos deficientes físicos. O que dizer então das garrafas pet em formato de boneco de neve, que tão bem representa o inverno tropical, levando às lágrimas os olhos piedosos no natal?

A bola da vez é a praça da biblioteca, que já não é lá uma Brastemp, transformada em mural de propaganda de festa. Não que aquela diminuta faixa esconda algo digno de um cartão postal, mas é que o arcaico código de posturas municipal em seu art. 135, V, proíbe a fixação de quaisquer meios de publicidade em praças e afins. Culpar o responsável pela colocação da faixa na praça? Não. Ninguém pode ser considerado culpado por fazer algo que não sabe ser proibido.

Temos leis demais, algumas boas até. Mas de que adianta fazê-las, publicá-las e depois guardar numa gaveta? O código de posturas municipal parece uma relíquia ou então deve ser considerado subversivo, pois é mantido sob chaves. Uns poucos têm conhecimento sobre a existência do mesmo.

Muita coisa poderia ser posta em prática seguindo os ditames lá estabelecidos. Mas é uma luta indigna tentar convencer alguém a isso. Algumas medidas soariam impopulares e daí para perder uns votinhos é só um pulo.

A gaveta ainda é muito útil.