segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mania de réplicas

Após um tempo fora do ar, recuperando o fôlego, retorno embasbacado com tantas novidades na cidade. Tristemente constato que aqui impera a mania das réplicas.

Fiquei sabendo que Esperantina terá réplica pífia do canal de suez; já possui (!!) tosca lindíssima réplica da cachoeira do urubu na base de imagem religiosa instalada à margem do rio longá (segundo propagado aos quatro ventos) e quase escolhida a 8ª maravilha do mundo moderno (até hoje não identifico tal miniatura da cachoeira, mas se disseram que aquele amontoado de pedras representaria a cachoeira... amém). Outras réplicas já possuimos naturalmente: o trânsito caótico do Egito; os falastrões chavistas; os contos da carochinha e outras tantas representações nos fazem sentir perfeitamente inseridos no processo de globalização.

Cada um tem o progresso que merece... ou não.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nunca antes na história desta cidade...

Dia 2 de julho aconteceu reunião de várias autoridades na câmara municipal de Esperantina para a apresentação de projeto para construção de canal que supostamente servirá para evitar as (agora) contínuas enchentes do rio longá. Entre tantas, houve a fala do incensado, onde ele minimizou o trabalho dos ex-gestores, praxe do governismo e exalta – humildemente – as próprias, de contumaz defensor dos fracos e oprimidos.

A iniciativa tem lá seus méritos, porém, esqueceram de comunicar o evento a quem realmente interessa: a população. Estes só tomarão conhecimento do projeto na hora de pagar a conta.

Os presentes demonstram grande interesse em viabilizar o faraônico projeto, que custará a bagatela de 30 milhões de reais (inicialmente, pois sempre há aditamentos para cobrir “despesas extras”, aquelas conhecidas, que tanto nos atormentam e enriquecem escândalos, cada vez mais presentes).

Parece mais óbvio que a quantia e os esforços de todos deveria se voltar para a conclusão de obras já iniciadas, como o tal cais e a construção de galerias. Temo que, pelo fato de que estas são idéias de outros gestores, tais obras nunca sejam concluídas.

Na hora de construir, tudo são vantagens, depois vem a falta de manutenção e uma tragédia para o governo mostrar solidariedade. Acho que já vi isso em algum lugar...

Ante o espanto e encantamento demonstrado diante de tão vultosa quantia destinada ao projeto, os digníssimos nativos presentes cresceram os olhos e esqueceram a parte ambiental, que parece não ter sido levada em questão. Depois, quando o prejuízo à natureza foi irreversível, alguém lembrará desta data e lamentará não ter tomado das devidas precauções. Óbvio e esperado de uma classe que só enxerga o próprio umbigo.