quarta-feira, 18 de maio de 2011
A cura pela leitura
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Transparência, para quê?
quarta-feira, 24 de março de 2010
É chegada a hora
Segundo ele, o que muda em um primeiro momento é o valor da alíquota paga pelos municípios. No regime geral, os municípios contribuem com cerca de 23% para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto em um regime próprio pagam 11%. Tá explicado porque o tal regime próprio é defendido com unhas e dentes?
Segue a fala: “- Em qualquer regime previdenciário novo, a alíquota de contribuição começa pequena. Na medida que [sic] o regime amadurece, a alíquota cresce”, destacou. “Quando os segurados do regime de previdência vão chegando na idade de se aposentar, de solicitar benefícios é que a necessidade de financiamento do regime vai apertando. Por isso, quando se cria um novo regime, geralmente, há uma possibilidade, com algum cálculo atuarial, de se estabelecer uma alíquota reduzida”, explicou.
A recomendação do vice-presidente da APPM é que as prefeituras avaliem a capacidade de gerenciar um sistema de previdência próprio e o comprometimento com as regras de longo prazo da previdência social. “O município precisa avaliar não só a diferença entre as alíquotas de contribuição como também o esforço administrativo”, completou.
Uma salva de palmas. Para todos.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nunca antes na história desta cidade...
Dia 2 de julho aconteceu reunião de várias autoridades na câmara municipal de Esperantina para a apresentação de projeto para construção de canal que supostamente servirá para evitar as (agora) contínuas enchentes do rio longá. Entre tantas, houve a fala do incensado, onde ele minimizou o trabalho dos ex-gestores, praxe do governismo e exalta – humildemente – as próprias, de contumaz defensor dos fracos e oprimidos.
A iniciativa tem lá seus méritos, porém, esqueceram de comunicar o evento a quem realmente interessa: a população. Estes só tomarão conhecimento do projeto na hora de pagar a conta.
Os presentes demonstram grande interesse em viabilizar o faraônico projeto, que custará a bagatela de 30 milhões de reais (inicialmente, pois sempre há aditamentos para cobrir “despesas extras”, aquelas conhecidas, que tanto nos atormentam e enriquecem escândalos, cada vez mais presentes).
Parece mais óbvio que a quantia e os esforços de todos deveria se voltar para a conclusão de obras já iniciadas, como o tal cais e a construção de galerias. Temo que, pelo fato de que estas são idéias de outros gestores, tais obras nunca sejam concluídas.
Na hora de construir, tudo são vantagens, depois vem a falta de manutenção e uma tragédia para o governo mostrar solidariedade. Acho que já vi isso em algum lugar...
Ante o espanto e encantamento demonstrado diante de tão vultosa quantia destinada ao projeto, os digníssimos nativos presentes cresceram os olhos e esqueceram a parte ambiental, que parece não ter sido levada em questão. Depois, quando o prejuízo à natureza foi irreversível, alguém lembrará desta data e lamentará não ter tomado das devidas precauções. Óbvio e esperado de uma classe que só enxerga o próprio umbigo.
terça-feira, 9 de junho de 2009
A última
A polêmica em torno do asfaltamento de uma avenida em Esperantina está armada, gregos e troianos se debatem e passam a batata quente de mãos em mãos. Um tímido acalorado debate de faz-de-conta - com direito a comentários sobre acordos não-republicanos firmados nos bastidores – foi realizado, sem que o real problema fosse elucidado: porque a cidade não é uma enorme pista de patinação?
Projetos grandiosos não faltaram e nem faltarão. Diferentes esferas do poder mediram forças, trocaram farpas, nadaram, nadaram e morreram na praia. Desconfio que a culpa e a conta, porque não, ficarão com a plebe, como sempre.
Mais importante que ficar neste empurra-empurra, seria cuidar do que ainda resta de asfalto nas ruas. A situação chegou ao ponto em que o motorista pode optar em qual buraco cair: aqueles com lama ou os cheios de água. Enquanto esta dúvida filosófica nos atormenta, um grupo de crianças sai às ruas fazendo as vezes de fiscais do trânsito, devidamente acompanhados pelos agentes da lei. Estão cobrando os retrovisores das motos. Beleza. Mas como olhar para trás se o perigo é o veículo/buraco à frente? Próxima campanha com novas faixas (quem paga por elas?) deve cobrar as borrachas dos pedais, igualmente importantes para um bom fluxo de veículos.
Eis a saída: educação no trânsito. Pouco importa se não há sinalização decente nas ruas ou se as mesmas são uma réplica da Guernica pós-bombardeio.
Na boa: as crianças deste projeto deveriam atuar principalmente nas escolas, de onde saem os imberbes que, ao contrário do que hoje fazem, pilotando seus bólidos, deveriam ainda guiar velocípedes. Mas fazer o que, se os papais acéfalos responsáveis destes precoces pilotos têm grana para comprar veículos e ainda por cima tem altos contatos nesta república babaçueira?


