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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Então é natal...





Quanta celeuma em torno da utilização de garrafas pet na decoração natalina de Esperantina. A visão de uma árvore de pet’s, convenhamos, só agrada mesmo aos idealizadores. Quem, em pleno gozo das faculdades mentais, acharia realmente belo tal enfeite? Refiro-me às pessoas que não precisam fingir para agradar ou manter os empregos, não necessariamente nesta ordem.

Os cavaleiros do apocalipse ecológico (leia-se arautos do aquecimento global) não cansam de espalhar às quatro direções que tal empenho evitará que milhares de garrafas pet tenham como destino final as ruas (rede de esgotos não existe) e finalmente o rio Longá, a vedete de qualquer aspirante a ecochato. Também ululam ao citar o emprego de mão-de-obra local na execução da empresa.

Pelo que sei,  uma garrafa pet demora entre 100 e 150 anos para entrar em decomposição. Neste meio tempo, fico imaginando a mesma decoração – com pequenas remontagens - sendo usada pelo mesmo período de tempo. Haja imaginação!

Se não for isso, o que farão com o material utilizado? Comerão? Ou o guardarão debaixo do tapete, a título de herança maldita para outras administrações?

Enquanto isso, na vizinha cidade de Luzilândia - que não chama para si absurda e megalomaniacamente o título de princezinha do norte ou cidade-pólo - apresenta decoração natalina realmente digna do nome. Ressalte-se que por lá, a administração também não faz uso demagógico de amizades nos vários níveis de governo para angariar recursos. Porque o milagre natalino só acontece por lá?