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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na escuta, câmbio!


E que fim levou mesmo a Câmara de Combate ao Crack no estado do Piauí? Até o momento tudo não passou das boas intenções, das quais dizem, o inferno está cheio.
Cidadão à espera de ações práticas de combate ao tráfico e uso de drogas.

Enquanto as autoridades brincam de combater o uso de drogas (na verdade só prendem os traficantes), a realidade nas cidades do estado é calamitosa. Não passa dia sem que seja noticiada alguma tragédia provocada por usuários de drogas e mesmo assim, com os jornais encharcados de sangue, nada de medidas efetivas para tirar do papel as tão propaladas ações afirmativas do estado em prol da sociedade.

E Cocal City não se inclui neste panorama de vulnerabilidades? Parece que não, por aqui tudo continua como antes, no zero absoluto. Antes de sair do estado de sonolência envolvente ainda seremos obrigados a assistir atrocidades como em outras cidades? Como sempre as palavras fáceis precedem as ações necessárias e não fazem mais que ecoar pelas nababescas salas de reuniões sem produzir efeitos práticos. Não que isso seja novidade.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Enquanto isso, em uma cidade muito, muito distante...



...Mais um pingüim de geladeira conselho foi criado para “tá discutindo” a reinvenção da roda, no caso, o combate às drogas. Enquanto se criam e reúnem miríades de conselhos, os problemas se acumulam, pois palavras o vento leva, já disse alguém.

O debate ou a batalha se expande aos mais diversos setores de convivência: na escola, no trabalho, no templo religioso, na prática esportiva e deve ser efetuado de forma individual ou coletiva, mas nada de ficar esperando os caraminguás do governo. Porque alguém usa drogas? Os motivos alegados são os mais diversos, como a facilidade da oferta; a aceitação em determinado grupo; o prazer de ser reconhecido como “o cara”, aquele que está sempre “curtindo”, “pegando”; problemas emocionais e outros dramas.

O combate às drogas é importante, até creio que ao tema ainda não é dada a devida atenção. Mas um dos problemas dessa cruzada de combate ao uso/venda de drogas é que em grande parte só se leva em conta a repressão ao fornecedor (cadeia), em detrimento do usuário (meia hora de blá-blá-blá). Ora bolas, ninguém em são juízo se dispõe a vender algo que não “tenha saída”, que não seja comercialmente rentável. Traduzindo: só há vendedores porque existem compradores. Lógica de mercado. Precisa desenhar?

Como não estou a par de detalhes, questiono sobre o que farão com os já viciados? A situação calamitosa por aqui já mostra a necessidade de implantar uma clínica para tratamento, mas parece ser mais legal ocupar espaços com discursos. Na falta de alternativa, a força policial tentar conter um mal maior, mas é uma batalha injusta, como combater a hidra de sete cabeças, corta-se uma, ficam as outras, que se regeneram.

Antes que me esqueça, por caridade, sem nota de repúdio desta vez.