Com a realização do presente concurso para a prefeitura de Esperantina nota-se que é grande o número de pessoas que, mesmo tendo concluído curso de formação superior, concorrerá a uma vaga para o cargo de vigia, que exige qualificação mínima de ensino fundamental. Convenhamos que não há um teto limite de formação e nem demérito algum na função, mas creio que a consciência manda que façamos concursos para as área em que nos formamos. Alguém que completa os estudos até o 3º grau supostamente teria mais conhecimentos que os de nível fundamental. Neste caso, há concorrência desleal.
Nenhum exemplo seria melhor que este para demonstrar o baixo nível de formação de certas universidades. Ou o problema estaria nos alunos? Supõe-se que alguém que conclui um curso dito superior estaria qualificado para concorrer em certames que exigem tal nível de ensino. De que valeram então 4 anos de academia?
Ultimamente podemos ver muitos casos de pessoas concorrendo a cargos de qualificação mínima, como vigia e fica a pergunta: porquê? A função de vigia está supervalorizada ou a de professor continua em decadência? Não quero crer que muitos se inscrevem apenas com a perspectiva de "trabalhar pouco e ainda dormir no emprego", como já ouvi afirmações.
Lembro agora de ter lido trecho de uma entrevista em que um repórter norte-americano(?) perguntou ao ditador Fidel Castro: é verdade que em Cuba as universitárias são prostitutas?
Ao que o ditador respondeu:
- Não. Aqui as prostitutas é que são universitárias!
Fazendo um paralelo com a situação daqui, ficaria assim:
- É verdade que em Esperantina vigias têm formação universitária?
- Não. Em Esperantina universitários formados se empregam como vigias.
