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Imagem: Reprodução. |
Após décadas em decadência, o pessoal responsável pelas ações no trânsito continua a defender as prosaicas blitzen educativas, malfadadas e natimortas reações no combate às imperícias no trânsito local. O mês e o sorriso podem até ser amarelos, mas as consequências têm coloração vermelho sangue.
Já sucumbiu na poeira do
esquecimento a primeira campanha educativa para melhorar o trânsito da cidade,
nos idos de mil novecentos e canecos de sola. Tal qual agora, ao iniciar uma
campanha deste gênero era uma alegria só: o trânsito finalmente seria
melhorado, educando as crianças para que estas cobrassem dos pais, entre outras
máximas do pensamento de então. Hoje essas crianças são pais e fazem ainda pior
ao volante.
Então, depois do fracasso das
blitzen do mês passado, vitimadas pelas redes sociais e meio mundo de ignorância,
a bola da vez será essa de campanha educativa, pela enésima vez. Se esta é a
contribuição das ditas entidades civis para a resolução do problema, sinto
muito, mas estamos a anos-luz da bonança.
Já chega de atrapalhar ainda mais
o trânsito distribuindo papeis impressos com dicas humanitárias e salvacionistas.
Além de poses e material para a imprensa, a ação de hoje de nada servirá para
remover os cones de frente dos comércios, que se apoderaram das vias; não será
com tapinhas nas costas que os condutores de veículos passarão a respeitas as
regras, tampouco serão efetivas as leis municipalizadas enquanto o coitadismo
permanecer como preponderante nas relações das autoridades com os condutores
vítimas do cruel capitalismo, que os obriga a comprar veículos, mas não a
mantê-los regularizados e devidamente habilitados.
E tenho dito!