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Imagem: https://falaibotirama.com |
Na cidade inerte às leis as coisas permanecem como sempre. Agora
sofrendo com a excessiva sonoridade dos veículos de propaganda volante. Aliás,
tem vários que nem volante são mais, permanecem estacionados em frente aos comércios, em mais um desserviço à população.
E ficam todos a assistir as cenas dantescas. Qualquer pessoa,
a qualquer tempo, se assim o quiser, entope o porta malas do veículo, o reboque
do carro ou moto com possantes caixas de som e passa a se fazer de agência de
publicidade, assim, sem nada que o incomode, sem licenças, sem permissões, como
se diz - ao deus dará.
E isso acontece não é por falta de lei sobre o tema, visto
que o município já conta com lei aprovada especificamente com finalidade de
disciplinar essa zorra. Mas quem pode fazer algo permanece abobalhado, tentando
agradar uns, visando um reconhecimento no sufrágio.
Diariamente e em horários mais absurdamente possíveis, somos
bombardeados com propagandas volantes em volumes incompatíveis com o mundo
civilizado. Se o veículo passa em todas as ruas, porque o volume tão alto? E se
o condutor do veículo encontra um conhecido ou outro cliente, se dá ao direito
de parar com o som ligado, sem maiores preocupações, pelo tempo que bem entender.
Se vê até mesmo vários deles em fila, cada qual com seu trio elétrico
particular a nos atormentar.
E quem será o encarregado de fazer cumprir o que manda a
lei? Se a lei municipal é capenga, temos legislação estadual e federal sobre o
tema, mas quem se importa? Aulas são paralisadas, reuniões interrompidas e órgãos
públicos se veem frequentemente importunados com as propagandas volantes, mas ninguém
se dá ao trabalho de denunciar isto, mas... denunciar pra quem? Sempre há um
colega tentando na maciota encobrir reclamações dos “chegados”
E assim segue a humanidade. Em tempo: a qualidade das
propagandas vai de lixo a esterco na maioria dos casos.