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Imagem: http://www.bocamaldita.com/ |
A turma do politicamente correto voltou aos holofotes nos últimos
dias por ocasião da proibição das vaquejadas no brasil.
Vaqueiros organizaram manifestações, devidamente organizados
pela galera que realmente fatura com o – vá lá – esporte. Por todos os rincões do
país estavam lá os senhores, jovens e mesmo crianças fantasiados de vaqueiros,
em defesa do ganha pão, muitas vezes único, dependendo da região.
Nesta situação antagônica, vaqueiros de um lado, PC de
outro, sobreveio a turma que defende os direitos dos animais. Em nome disso se empenharam
em proibir uma prática que aqui remonta ao período da colonização, quando a atividade
do vaqueiro era essencial para a sobrevivência de pequenas e grandes fazendas, daí
advindo riquezas. Fato é que após tanto tempo de prática da atividade
vaquejada, que servia inicialmente para confraternizar a vaqueirama e depois
para encher os bolsos de empresários de eventos, alguém descobriu que os
animais sofrem durante a realização dos eventos e conseguiram barrar a diversão
de muitos.
Particularmente não aprecio vaquejadas, mas não sou contra a
realização das mesmas. A galera do bem que fica empolada ao presenciar os tais maus
tratos em animais, quaisquer que sejam eles, deve ser formada basicamente de
vegetarianos, ou então os mesmos acham que aquele churrasco do fim de semana é
de carne criada em laboratório, ou que dá em árvores. O franguinho assado no
almoço de domingo se entregou pacificamente ao funcionário da granja para
morrer, em nome da refeição das famílias. Que aquelas bistecas surgiram como
que por mágica nas prateleiras dos supermercados. Todos estes animais morreram
felizes por contribuir com a sobrevivência da humanidade. Viviam livremente pelos
campos, alimentando-se do que conseguiam e de repetente se ofereceram em
sacrifício para que os PC’s continuassem em suas lidas pela salvação do
planeta.
Quanta inocência! O mundo na visão destes iluminados seres
deve ser o mais próximo possível daquelas ilustrações que mostram homens e
feras convivendo no paraíso. E ainda enchem o peito e saem se achando a última molécula do universo. Quanta utopia!