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Imagem: www.acaoturilandia.com.br |
Nestas terras de ninguém pode-se verificar que os negócios de
família se modernizaram e avançam com voracidade em outras áreas nem tão
familiares assim.
Por gerações o que se vê é a alternância de famílias no
poder, com uma espécie de reedição dos "bem nascidos" gregos, aqueles que já nascem com privilégios. Sabe aquele emprego que paga bem e que todos querem? Esqueçam, está
reservado para os descendentes de algum político profissional. Já ouvi relatos
assim: - estudei com aquele ali. Não “queria nada" na escola, mas hoje tem um
emprego melhor que o meu.
Aqui e ali se vê que os cargos políticos eletivos se
transformaram em profissão, um negócio rentável que sustenta famílias a
gerações. E o negócio é tão bom que já não basta o patriarca ser político. Agora
é praxe que esposa, filhos, noras, genros e quantos outros mais parentes também
participem do poder, tirem uma lasquinha dele, nem sempre com pensamentos republicanos, arrotando arrogância.
É digno de estudo da ciência estudar o DNA dos chefetes
políticos, identificá-los e saber realmente se as “habilidades” políticas são transmitidas
por parentesco e afinidades para a descendência. Seria um adendo à teoria de
Charles Darwin.
Sequer a abertura da política à população em geral, sequer a
criação de dezenas de pequenos partidos conseguiu afastar a política das moléculas
familiares. Coincidente e ainda estranhamente (ou não) o atraso no desenvolvimento
dos rincões pode ser mais intensamente notado nestes locais onde a política é
caso de família. E ainda tem os inocentes que não entendem porque para a
maioria da população só aparece curso de secretária, atendente, eletricista, mecânico
e outros.
E tenho dito!