Após breve intervalo é hora de andar por outras paragens e
nada melhor que andar pelo que seria o centro histórico da cidade, local onde
foram edificadas as primeiras casas: na praça da matriz.
À primeira vista de quem se aventura pela rua que separa a
praça da escola mais antiga da cidade é possível notar à esquerda a praça e
logo à direita o local que foi pomposa ou jocosamente apelidado de Espaço
Cultural. Melhor dizendo, se faz necessário um pouco mais de esforço para
encontrar o tal EC, como mostrado nas fotos.
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Imagem: Arquivos do Blog. |
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Imagem: Arquivos do Blog. |
A tolerância de sempre mostrando seus efeitos de sempre. A
cidade se encaminha a passos largos para a favelização. Em algum momento da
história local alguém resolveu que, se afrouxasse as rédeas na condução da
cidade, seu destino seria sempre rumo ao sucesso, nas urnas, principalmente. A ineficácia
na aplicação das leis municipais, no caso, o Código de Posturas do Município de
Esperantina (Sim, ele existe!) é apenas mais uma das múltiplas facetas de nossa
realidade.
Soberbamente ignorado por anos a fio por quem deveria fazê-lo, o Código de Posturas é mais uma lei “pra inglês ver”, para não dizer/escrever outra coisa mais
popular. Aquela velha e idiota ideia de “não mexer no que está quieto”, além de
demonstrar a inapetência laboral administrativa, presenteia aos moradores com
cenas tristes como as vistas logo acima, onde a área que seria de livre
trânsito foi ocupada nas margens por barracas e no período noturno ou em dias
festivos ainda conta com as mesas e cadeiras para completar o insólito quadro.
Se – hipoteticamente falando – tal atividade nas barracas
gera impostos para o município, eles compensariam o tormento que representam
aos transeuntes no local? E o que dizer do aspecto de favela logo no – cof, cof
– principal centro da cidade, como diz Aquele imparcial? Temos uma secretaria
que cuida deste tema? O que fazem além de receber seus merecidos salários? Porque
não atuam com seria de se esperar? A quem devem prestar contas de seus atos?
Silêncio também é resposta, já ouvi dizer.
E tenho dito!