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Imagem: w.gasperi.blog.uol.com.br |
O território bendito e ordeiro, com seus 93 anos de existência
oficial ainda precisa de muito para poder comemorar. Em todos os
sentidos.
Em um item a cidade está a léguas de distância
de ser a tal “grande Esperantina” cantada no rádio. Qual
seria o item O Trânsito. Alvo de medida que tentou
civiliza-lo, apresentou leves melhoras por curto período,
ainda que à força, pesando antes no bolso que na
consciência dos condutores.
Por curto
espaço de tempo pareceu que finalmente teríamos algo
próximo da regulação pelas ruas da cidade. Ledo
engano. Ultimamente as melhorias conquistadas – senão todas,
a maioria delas – desceram Morro abaixo, se é que me
entendem.
Veículos agora trafegam na contramão com a mesma desenvoltura de quem
falta ao serviço na segunda porque foi a uma festa no domingo.
Veículos são estacionados onde melhor convier ao
condutor. Altas velocidades, não uso do capacete, som abusivo,
menores guiando e uma miríade de outros fatores relacionados
nos fazem desacreditar que tudo um dia será resolvido. Somente
o aparato policial com seu baixo efetivo não consegue resolver
o problema. É preciso mais envolvimento de pessoas com poder
de mando na causa, por exemplo, levando a cabo a municipalização
do trânsito.
Não
deixou de ser cômico quando dias atrás o paquidérmico apresentador de um telejornal estadual citou Esperantina como tendo o
trânsito controlado. Concordo em partes. Esperantina tem sim o
trânsito em ordem: primeiro morrem os motociclistas, depois os
motoristas, ciclistas e por fim, os pedestres.
E tenho dito!