terça-feira, 8 de maio de 2018

Atentai bem!

Imagem: http://bemblogado.com.br/


Mais um acidente com vítima fatal nas vielas da cidade. Mais um pouco de sangue nas mãos de quem deveria agir para emprestar a imagem mínima de civilidade a esta urbe. E tudo que seria o esboço de reação se resume a discursos resignados de apalermados. Chega de conformismo e de embolsar nacos do erário, de olhar para o próprio umbigo!

Até quando brincarão de autoridade? Inadmissível uma cidade que aspira ser importante centro comercial e turístico e o trânsito louco ainda seja conduzido como nos primórdios da colonização. Já chega de brincar de regular o trânsito. Chega de placas; de blitz educativa; de faz-de-conta. A cada dia mais pessoas são atingidas pela negligência alheia. Ruas e cemitérios se enchem de cruzes e a reação esperada não surge. Ninguém quer carregar o fardo de cobrar habilitação e documentação dos condutores de veículos, para não ser taxado de impopular e fazer feio nas eleições. E isso há décadas!

Na cidade que faz concurso e nomeia um único agente de trânsito para figurar pelas ruas, sem apoio e sem meios de agir, a população vive amedrontada pela imbecilidade de alguns condutores de veículos, que se assenhoram das vias públicas e fazem destas suas pistas particulares: param ondem bem desejam; bloqueiam calçadas; trancam ruas; congestionam ainda mais o tráfego somente para bater papo sem abandonar os veículos; desenvolvem velocidades incompatíveis com as vias; matam e morrem como se vivessem na barbárie.

É chegada a hora de alguém tomar as rédeas da situação e agir. Chega de audiências públicas inócuas, de ofícios a esmo. Triste observar que a disputa do momento é para reconhecer quem arrecadou mais cestas básicas: o show inoportuno ou o campeonato oportunista. É hora de agir, mesmo que tardiamente!


E tenho dito!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Enfim, um monumento!

Imagem: https://duvidas.dicio.com.br

Passados quase uma centena de aniversários, finalmente a cidade recebeu um presente, que aspirava desde sempre: um monumento. Afinal, não seria diferente aqui, do restante do país, permanecendo no rol de cidades que não possuíam atrativos arquitetônicos dignos de sua importância.

Sacado entre outros importantes e desconhecidos projetos, a cidade foi presenteada com um importante monumento, o mercado público. O antigo prédio, deteriorado e deveras inadequado, foi substituído por um elefante branco que desde sua inauguração às pressas não teve outro movimento em suas dependências que não aquele alvoroço no dia da inauguração. Tanta pressa e pompa para presentear a cidade com um local em que até o momento nenhum trabalhador foi alocado, permanecendo desde então como símbolo de atraso e ineficiência na gestão da obra e administração do bem público, local de trabalho de centenas de cidadãos e para onde acorre a população em suas compras de mantimentos.

Triste exemplo de postergação de deveres, o mercado recém-inaugurado, símbolo decadente do antigo centro de compras da cidade, segue sem previsão de ocupação por quem de direito e já apresenta sinais de deterioração nas calçadas, seguindo o mesmo destino dado ao natimorto abatedouro público: palanque preparado com previsão de uso para breve.

E tenho dito!