segunda-feira, 24 de agosto de 2015

E tome foguete.

Ficou na história a época em que ao se ouvir o estampido de foguetes era sinal de festas, batizados, casamentos ou outras ocasiões festivas. Em Cocal City a conotação é outra.
Imagem: Arquivo do Blog.

Após o uso inicial a inovação chegou. Mais recentemente era sinônimo de dia de pagamento. POW. E lá estava o salário garantido.

Depois foi iniciada a época das inaugurações e reuniões. Servia qualquer reunião. De política a associações de moradores. Inaugurava-se a pintura de meio-fio e... POW.

Agora deu-se nova interpretação. Vandalismo. POW. Mais ou menos justificado, como no caso da derrubada da proteção em volta do que um dia foi o mercado público municipal. O que não justifica é o atraso e a visão míope e sofrível das administrações e derivados.

À época das campanhas todos são sabedores – ou deveriam ser – dos males do município. Se comprometem em mudar. São eleitos e nada mais fazem a não ser dar desculpas para a inércia.

Quanto mais a política local muda, mais é a mesma coisa. A perspectiva política atual é a melhor definição de “no mato sem cachorro”.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Hora de despertar

Imagem: daniswords.wordpress.com

Hora de despertar do conformismo que assenhorou-se de Esperantina. Sejamos a revolução que queremos.

Apesar dos pesares ainda consigo ficar pasmo ante o conformismo proclamado por muitos cidadãos, que na primeira oportunidade o expressam como forma de não incomodar ninguém ou mesmo para não ser tomados por rebeldes, preferindo assim a vida de gado, entregando-se à velha prática corriqueira do disse-me-disse nas esquinas e mesas de bar.

O conformismo em sua forma pura pode ser notado em diversos aspectos da vida local, como por exemplo, na falta d’água já histórica na zona rural durante o período seco. Muitos se limitam a dizer que "é assim mesmo desde que me entendo por gente" e fica por isso mesmo. No máximo reúnem a associação de moradores e mendigam ajuda, que por vezes chega nos quadriênios em que a vida dos cidadãos fica interessante a determinado grupo de pessoas - leia-se, eleições.

A falta de planejamento urbano é outro caso em que o conformismo faz vítimas, ao baixar a cabeça e se conformar com o que a natureza impõe, como se a intervenção do homem no meio não fosse capaz de mudar a paisagem ou pelo menos criar adaptações a ela, como no episódio dos embaraçantes alagamentos que ocorrem periodicamente em determinados bairros da cidade onde basta uma chuva mais forte para relembrar o muito que falta para melhorar. O conformismo reduz o homem à condição de simples passageiro pela vida e não de ser vivente e pensante como deveria.

Aceitar a tudo que há de malfeito apenas pelo fato de não querer se indispor com autoridades ou por servilismo é o maior e pior exemplo de conformismo, que relega ao ostracismo o porvir. Jamais se registrou na história do mundo exemplos de sucesso em locais infectados pelo conformismo. O sonho da grande Esperantina tropeça na falta de combatividade por melhorias e só favorece o toma lá, dá cá, conhecido na cidade fagueira desde sempre.

E tenho dito!