sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Stand By



Esperantina continua órfã de grandes projetos de fomento, nas mais diversas áreas. Entra ano, sai ano, filhos da terra, filhos de outras terras e nada. Aqui, como em nenhum outro lugar conhecido se levou muito a sério o termo país do futuro.

Enquanto os tais potenciais de desenvolvimento continuar a ser apenas mais um tópico nos planos de governo, nos conservaremos em stand by, quando muito. Esperando deitado eternamente em berço esplêndido, cartão do benefício oficial no bolso, rádio na mesinha... Parecem testar a máxima de Fernando Pessoa “... e se a vida fosse um eterno estar à janela...”. Esperando o manjar cair do céu, diriam os mais idosos.

Quem se detém em discursos já ouviu/leu de tudo, partindo das arcaicas e prosaicas promessas de um futuro melhor para nossos filhos, passando por projetos faraônicos até um dos mais recentes, quando foi dito que se estava inaugurando a história de Esperantina(...), em pleno 2010. Espantoso! Tenso!

De certa forma, Esperantina tem mesmo uma história para contar, ou melhor: a ser contada! Título do livro: À espera de um milagre.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um questão de escolha

Uma rápida pesquisa nos noticiosos locais e temos acesso a números alarmantes de acidentes de transito em Esperantina e região – ou na grande Esperantina, como querem os grandiloqüentes - cof, cof - agentes da notícia local.

São dezenas de acidentes causados por imprudência, irresponsabilidade e mesmo descaso. Isso sem mencionar os casos de maus motoristas que estacionam em locais proibidos, dificultam o tráfego ao parar no meio da rua para falar com outros motoristas e toda sorte de crimes previstos nas leis de trânsito. Tudo isso em plena luz do dia, em qualquer rua da cidade.

Porque isto acontece aqui? Silêncio como resposta. Muito se falou em municipalização do trânsito, mas e quem cuidaria dele se não temos guardas de trânsito qualificados? Os semáforos – coitados – abandonados como estão, não servem sequer para pendurar faixas convidando para os inúmeros fóruns municipais.

A única iniciativa não governamental, a Campanha de Educação para o Trânsito, popularizada como Os Amigos de Ritinha, apesar de aplaudida e incentivada no início, foi sacrificada ainda no nascedouro, foram desconsideradas as visíveis conquistas. As causas que levaram à criação da campanha continuam e ainda piores. De nada adianta ressuscitá-la se não houver manifestações por parte expressiva da população, não apenas um pequeno grupo de pessoas. E por manifestações de apoio entendo que não bastam tirar fotos com os participantes e patrocinar faixas!

Exercer cidadania não é apenas cobrar cartão de benefícios! É também participar do cotidiano da cidade, solicitando melhorias e tomando parte nas mudanças. Falta à população maior engajamento em causas como esta. Sair da sombra, deixar a água fresca e cobrar serviço a quem de direito responde por isto.

Se assim não agirmos, viveremos continuamente a lamentar acidentes e mazelas pelas esquinas da vida, nos noticiosos de plantão. É hora de optar por ser águia ou galinha*: a escolha é sua.