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Imagem: Arquivo do Blog. |
Uma rápida vistoria pelas ruas da cidade se pode constatar
que caminhamos a passos largos para a desorganização urbana, aquela mesma vista
nas grandes cidades, a diferença somente que aqui ela é generalizada.
A avenida principal da cidade recebeu casebres em seu
canteiro central para, supostamente, abrigar pontos de venda de artesanatos e
prestação de serviços diversos, mas na verdade todos se renderam ao comércio de
bebidas, chegando ao cúmulo de atrapalhar os deslocamentos dos transeuntes,
prejudicados pelas mesas e cadeiras dispostas ao bel prazer, ao longo da
avenida e, achando pouco o descalabro, muitas ampliaram a área útil utilizando
coberturas em metal, em mais uma tentativa bem sucedida de quebrar o restante
da estética urbana local. Tudo isso sob as vistas grossas de quem deveria
justamente fiscalizar e evitar tais aberrações.
Não bastasse isso, a cidade a cada dia perde mais espaços
verdes, visto que entre as primeiras providencias de novos proprietários de
imóveis está a retirada das poucas arvores existentes. A própria avenida mais
uma vez é exemplo disso. Em toda a extensão se percebe que a ausência de árvores
e, por conseguinte, de sombras, prejudica o bem-estar da população, ao privar o
cenário das copas de árvores, que poderiam quebrar a feiura de nossas vias e
torna-las um pouco menos esturricantes.
Mas a preocupação de plebe é voltada apenas para o
imediatismo do asfalto novo, das festas ludibriantes e ao disse-me-disse das
esquinas, vez por outra permeada por um relance de senso de bem-estar comum.