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Imagem: Anajus.org.br |
A
velha política dá sinais de que ainda não foi extirpada. Aqui e ali o ranço do
corporativismo, do coronelismo vil e outras aberrações vem à tona.
Certa
vez me flagrei consultando os rascunhos de prédios e outros aparelhos públicos
locais e me dei conta de que ali, mais que em qualquer outro lugar, se pode
notar o apego ao poder, mesmo nas mais mesquinhas formas, a que se apegam os
chefetes locais.
Aqui
um parente nomeia uma praça, ali uma avenida, um residencial, umas ruas mais à
frente e assim segui por muito tempo e percebi a tentativa de perpetuação
na memória popular de determinados representantes “do povo”. De obra mesmo bem pouco
merece a lembrança.
Para
homenagear um ente querido não se medem esforços: se atazana a paciência de uns
para conseguir nomear algo com o nome do parente ou amigo que na maioria das
muitas vezes nada tem a ver com o objetivo final da obra, mas a homenagem é
feita, nem que para isso se recorra ao sobrenatural ou à mais vil demonstração
de poder. Tais fatos acontecem em detrimento de centenas de pessoas que
realmente contribuíram com o município, ao invés disso, simplesmente se homenageia por
ter o mesmo sangue de mandatários. Sangue este que, além de conseguir nomes em órgãos
e aparelhos, ainda consegue empregos com ótimos salários, como se competência fosse
hereditário e constasse no DNA.
Em nome dessa aberração chamada corporativismo e outros nomes que não convém citar, temos inúmeras homenagens a desmerecidos e ilustres desconhecidos, que afrontam os princípios da impessoalidade e moralidade, que deveriam nortear seus passos públicos.
E tenho dito!
Em nome dessa aberração chamada corporativismo e outros nomes que não convém citar, temos inúmeras homenagens a desmerecidos e ilustres desconhecidos, que afrontam os princípios da impessoalidade e moralidade, que deveriam nortear seus passos públicos.
E tenho dito!