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Imagm: milanuncios.com |
Há tempos que se fala contra a privatização de órgãos públicos,
principalmente entre a galera politicamente correta, que não bebe coca-cola nem
cospe no chão e se diz engajada em mudar o mundo. Mas por aqui, seja nas redes
sociais, no rádio, na mesa do bar... não vi até hoje um cochicho sequer sobre a
privatização das ruas e calçadas de Cocal City.
Por onde se ande nesta cidadela, os exemplos de apropriação
de espaços públicos podem ser observados. Tem a ocupação das calçadas pelos
comerciantes, pelos condutores de veículos e, em especial, pelos condutores de
motocicletas.
Estes merecem atenção à parte, senão, vejamos: estão em
maior quantidade pelas vielas enlameadas, causam a maioria dos acidentes e se
aproveitando da completa falta de fiscalização, se assenhoram das ruas e
calçadas. Param ondem bem entender, trafegam sem perceber o mundo ao redor. Seu
objetivo parece ser sempre chegar mais rápido, pra que, nunca se sabe. Em nome
da emoção, arriscam vidas nestas ruas estreitas e mal sinalizadas, sobem
calçadas para contornar os veículos que atrapalham seus percursos. Acham que
aquelas luzinhas nas laterais, frente e trás - que os incautos chamam
sinaleiras - servem apenas para decorar a motoca. Não se envergonham de trafegar
pelo sentido contrário da via e se acham o máximo ao acelerar e ensurdecer meio
mundo de pessoas. Se levantar o pneu então, é o píncaro de suas vidas, o
nirvana da delinquência.
E as autoridades do trânsito, o que fazem, além de abocanhar
nacos generosos do erário? Como vivem? Onde vivem? Sexta, no globo repórter.