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Todos os anos a novela se repete. Os que defendem o uso da cultura como escoadouro do erário para, a toque de
caixa, bancar as modernas quadrilhas juninas e outros, que preferem
as mesmas da forma mais tradicional, sem fantasias de carnaval e sem chiliques.
A verdade é que as apresentações se tornaram repetitivas e
cansativas. Quem viu uma, viu todas. Uma correria só. Neste cenário, o festival
junino deste ano em Cocal City foi como sempre: fraco, sem maiores atrativos
que não as bandeirolas a tremular sobre todos.
Nunca houve por estas terras a tradição de grandes
espetáculos de quadrilhas. Não seria agora. Aqui e ali alegam falta de
patrocínio para incrementação dos vestuários e outras despesas, mas pouco fazem
para arrecadar verbas com o próprio trabalho. Tampouco a iniciativa privada se
mostra afável à causa. Será o fim da tradição junina? É realmente necessário o
aporte de recursos consideráveis para que haja diversão? E a espontaneidade e
criatividade dos brincantes onde fica? Tudo se resumiu a dinheiro. Diversão S.A.
Ano que vem as promessas farão outro festival bem mais
agradável. Muitos candidatos entre o povo, patrocínios que somem na entressafra
das eleições, surgirão para gáudio dos quadrilheiros.
- Olha o patrocínio!
- ÊÊÊÊÊ...
- É mentira!!
- AAAhhhh...