![]() |
Imagem: Arquivo do Blog. |
É aquela que se satisfaz em dar aos
poucos o que almeja a plebe, sempre ávida em elevar a moral da chefia sem nada
contestar. Dar milho aos pombos. A ideia é que se “todas” as benesses forem
concedidas rapidamente, a população esquece rápido e então... tchau projeto de
poder.
“Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando
for praticar o mal, é fazê-lo de uma vez só.” Ensinava Maquiavel.
Os
inebriados pelo poder se enchem de orgulho alheio para alardear aos quatro
cantos da cidade os feitios de quem melhor lhes convém. Malandramente ocultam o
inegável fato de que, quando se ocupa cargo eletivo de qualquer natureza se
deve cumprir obrigações, não fazendo favor algum se porventura cumprir qualquer
delas. E coitados daqueles que se resignam em assimilar tudo o que leem nas redes sociais.
Fato
interessante é que a História é cíclica: sempre avança e retorna ao mesmo
ponto, fatos de hoje já aconteceram no passado, repetidamente, em períodos
esparsos. Geralmente “a grande obra” ou o conjunto delas ocorre em períodos de
grande concentração de pessoas, para dar maior visibilidade aos feitos,
cantados em versa e prosa pelo séquito de puxa-sacos servis plantonistas.
Levada desta forma, a vida citadina se torna vagarosa e cheias de ápices e
declives ao sabor das boas vontades e anseios de uma minoria que sempre dá um
jeito de colher os frutos das “boas ações”, perpetuando-se no poder ou
almejando isso apenas.