Ao largo do majestoso período de inaugurações o processo
de favelização da cidade prossegue a todo vapor. Não demora e até as barracas
invasoras serão pintadas de resplandecente cal. A pá de cal vem depois.
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Imagem cedida. Fotógrafo: Danilo Marques. |
Na foto se vê barracas (já retiradas) em pleno passeio da
principal avenida da cidade, em claro exemplo de desprezo pelo natimorto Código
de Posturas do município. Sim, ele existe. Abandonado e relegado ao fundo mais
escuro de uma gaveta qualquer.
A turma do contracheque fica estarrecida ao ser indagada
sobre a imoralidade que representa tal desrespeito. Quem se atreve a questionar
a favelização lenta e gradual da cidade é taxado de opositor, revoltado e uma
miríade de outros impropérios, típicos de borra botas a soldo. Uma cidade que não
respeita as próprias leis não tem muito o que oferecer e nem cobrar de seus cidadãos.
O centro da cidade apresenta ruas onde os comerciantes se
apropriaram das calçadas, fazendo destas uma extensão de suas gondolas,
usam-nas ainda como estacionamento e depósito de materiais diversos. Tudo isso exposto aos olhos relapsos de quem deveria zelar pelo bom funcionamento das normas de urbanidade. A praça
principal foi loteada para bem atender comerciantes, que enfeiam o local com
seus estabelecimentos instalados de qualquer forma, prejudicando a já nauseabunda
estética urbana disponível. Que venham as promessas de mudanças.
E tenho dito!