A cidade que aspira ser um dia polo de que quer que seja, permanece
envolta em um mistério, aliás, em vários, mas me atenho a um deles, por ser
emblemático.
Com todas as falácias sobre combate ao uso de drogas pela
população, entendeu-se que uma forma de erradicar tal aberração é ofertar
esportes e áreas onde possa ser praticado pela população e o futebol foi o
escolhido, visto estarmos no país do futebol, apesar das atuações vexaminosas
da seleção nacional.
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Isto já foi um estádio. Imagem: Arquivo do Blog. |
Neste cenário idílico, as autoridades desviam a atenção da
própria inoperância e guiam a plebe para o esporte, aqui simbolizado
pelos ginásios esportivos e o estádio municipal ou o que restou dele.
Sucessivos desastres administrativos nas várias esferas, com ênfase nas locais, deixaram aquele patrimônio público desaparecer
do mapa. Hoje, quem passa ao lado do local onde um dia foi uma praça esportiva vê
apenas uma grande área aberta de dupla aptidão: área para circos e criadouro de
mosquitos no inverno. Nada mais que isso.
Oficialmente esforços foram despendidos para recuperar o
campo, mas no mundo real tudo não passou de embromação. Vários já se projetaram
para assumir a paternidade pela restauração do estádio, mas as fotos teimam em
confirmar que por aqui as promessas não passam de promessas, mas os ganhos
eleitorais são reais.
E o município conta com secretaria de esportes? Só financia
festival junino? E os desportistas nativos o que dizem? Preferem tomar a caixa
de cerveja petiscando com o frango assado, prêmio ofertado aos vencedores nos torneios de várzea? Ah,
bom.