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Imagem: Arquivo Internet. |
Nestes
tempos em que pouquíssimos acontecimentos nos causam espanto, fiquei abismado com matéria lida na 'imprensa' local, dando conta de que
um grupo de edis se empenha com afinco na intenção de
emancipar um povoado e região próxima em mais um
município piauiense.
Regularmente
de tempos em tempos esta estrovenga surge para debalde de uns e
delírio para outros, principalmente daqueles que deverão
levar algum com isso.
Sinceramente,
não vejo como o desmembramento de um povoado seja mais
benéfico do que o empenho que os edis deveriam dar à
localidade em questão. Um problema dividido em dois se
converte em dois problemas.
A estranheza neste caso se dá porque os ditos que ora se
empenham para emancipar o povoado foram eleitos com votos de todo o
município de Esperantina, que juram amar de coração.
Estranho amor (não, não é o filme da xuxa) esse.
Fazem juras de amor, mas na primeira oportunidade não vacilam
e já flertam com outro.
Para
aqueles amantes da cidade que ora se empenham em diminuí-la,
gostaria de saber como se sentem ao patrocinar causa que retirará
de Esperantina aquela que é a maior - senão única
- atração turística da cidade - a cachoeira do
urubu, de nossos cidadãos! De uma hora para outra Esperantina
verá – caso aprovada a estrovenga – seu território diminuído, dividido como precioso butim. A nenhum deles coube ainda
a missão de descobrir que com a cisma, diminuirá além
do território as verbas para educação, saúde,
repasses governamentais e até mesmo, suprema heresia – o
número de edis será encolhido! Estranha forma de
retribuir pelas centenas de votos que os cidadãos de todo o
município lhes deram!
E assim,
meio que na surdina e apostando no apalermado público, o grupo
segue com sua intenção, caminhando e cantando...