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Imagem: Arquivo do Blog. |
O
trânsito em Esperantina tem a incrível capacidade de
piorar a cada dia, seja pelo aumento de veículos nas ruas,
seja pela imprudência dos motoristas.
A
experiência de andar pelas ruas estreitas e enlameadas da
cidade merece um filme, tipo trash, para ser mostrado nas eternas
campanhas de educação no trânsito, em voga sempre
que se aperta a fiscalização.
Os
condutores e seus bólidos desafiam todas as leis possíveis,
até mesmo as da física, desde que cheguem aos seus
destinos no menor espaço de tempo possível para fazer
absolutamente nada. Não há dia em que não se
forme congestionamento em frente a um grande supermercado da cidade e
se repita a zorra: um veículo manobra para estacionar e os
enfurecidos e atrasados condutores que não podem esperar um
minuto sequer, apertam as buzinas como se esta fosse a unica
esperança de vida, o fio que os prende à vida e assim
atormentam o restante das pessoas que nada tem a ver com o ocorrido.
E basta
que um congestionamento de forme, em qualquer lugar da cidade para
que os educados condutores resolvam tomar posse de calçadas
sem o menor pudor. Fazem delas suas pistas, não importando
quem transite por elas ou o que mais tenha como obstáculo. É
preciso chegar rápido em casa para não fazer nada.
Para
piorar a cena dantesca, os comerciantes locais – aqueles que alegam
não ter como pagar as taxas veiculares – resolvem também
dar sua parcela de contribuição ao cenário,
tornando as calçadas uma extensão das gôndolas de
seus comércios, sem que nada nem ninguem aja para impedir
isso. Voto é bicho complicado, diz o entendido!
E o que
fazer para melhorar o trânsito sem as blitzes é o que
muitos perguntam, uma vez que as ditas foram abolidas a pedido que,
diga-se de passagem, foi fielmente cumprido. Esperar que somente
campanhas educativas resolvam o caso é uma parvoice das
grandes.
Enquanto
seu lobo não vem, ficamos – pedestres, ciclistas e mesmo
outros condutores – à mercê dos maus condutores de que
dispomos. Cena normal é ver cidadão que “faz linha”
para zona rural ou mesmo outro município parar onde bem
entender; usar a buzina do bólido como se fosse o último
presente ganho no dia das crianças; atrapalhar o trânsito
ao dirigir lentamente enquanto procura passageiros; Outros condutores
simplesmente resolvem conversar com quem quer que seja no meio da rua
e ainda temos os carros de propaganda voltante, que merecem postagem
à parte.
Até
quando isso continuará na rotina do município não
se pode saber, afinal, a maioria quer que tudo continue da mesmíssima
forma, sem leis constrangedoras para regular, sem taxas absurdas para
pagar. Até quando?