segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Para a posteridade


Aproveitando a deixa do processo eleitoral que ora desperta curiosidade nos munícipes e tendo em vista o que está sendo proposto, digo que apesar das lindas palavras e dos mirabolantes planos de governo a cidade continua a espera de melhores dias, desde sempre.

Diferentemente de outros municípios, em toda sua breve história, no município de Esperantina nunca ficou demonstrado maior interesse em projetos de urbanização que não se resumissem apenas em calçar ruas e pintar os meio-fios de branco, coisa que outras cidades superaram há décadas, por exemplo ao urbanizar, dotar de vias decentes, calçadas e outras estruturas os locais com potencial turístico/lazer. Para efeito de ilustração, quase no centro desta cidade o lago da pedreira merece maior atenção, visto que poderia se tornar mais uma atração por aqui, mas o que se vê é que por lá os planos nunca saem dos papéis, se é que lá estiveram algum dia.
Imagem: Lago da Pedreira, Esperantina-PI à espera de urbanização.
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Imagem: Açude de Campo Maior, zona urbanizada.

Falta maior preocupação com o processo de urbanização da cidade. O próprio cais – apelido que puseram no dique de contenção de enchentes – já dá sinais claros de abandono, embora recentemente dotado de iluminação, pois em suas margens se vê que a vegetação ameaça agora a pista, já que não há mais lugar para crescer. Talvez temam o trauma de alguns meses passados, quando na única ocasião em que tentaram limpar a área, alguém cometeu a ousadia de derrubar algumas árvores frondosas sem necessidade alguma, causando polêmica entre os ecologistas de asfalto locais. Reforçando: é preciso mais que discursos e palavras esperançosas no papel.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O discurso repetido

Imagem: Arquivo


As Olimpíadas agora ficam apenas na lembrança. Orgulho alheio ao comemorar o ouro inédito da judoca Sarah Meneses e uma pontinha de satisfação com o fiasco do sonho da medalha de ouro no futebol. Tudo isso agora é passado. Hora de esquecer estas pequenas glorias e se concentrar na maravilha que é o discurso de nossos candidatos a cargos eletivos, estes sim enchem de orgulho e cobrem de glórias o cidadão. Nesta hora sim dá orgulho de ser esperantinense!

Honestidade, trabalho, competência, humildade, solidariedade. Estas são algumas das palavras inclusas na ordem do dia, saídas diretamente do dicionário e postas ao público para toda honra e glória nesta campanha eleitoral.

Se tais propostas fossem minimamente cumpridas teríamos outra cidade, de melhor aspecto, com melhores condições, mas... passam os períodos eleitorais com seus respectivos salva-pátria ungidos pelo povo assumindo os cargos para os quais foram eleitos e nada de tão miraculoso acontece na realidade. Se sonho ou pesadelo, tudo se resume a uma tecla verde no dia da eleição.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mercado público e inovações


Um bom lugar para se conhecer os hábitos, cultura e personalidades de uma cidade é no mercado público, presente em toda cidade, por menor que seja. É lá que se encontram a maioria dos moradores em determinado momento do dia e aqui em Esperantina não é diferente, pois além de compras, a conversa fica em dia, reafirmam-se amizades, enfim seria o local ideal para se comprar também artesanatos, entre outras bugigangas, se bem que para vender anel de tucum e pano de prato qualquer lugar serve mesmo.

Pois bem. Perambulando pelo mercado público, desviando das bancas, água servida malcheirosa, bêbados, desocupados e semelhantes, vi a cena que teima em não sair da mente: dois banheiros químicos instalados nas imediações do mercado. O que há de anormal? Nada. Ou melhor, quase nada, se os ditos não estivessem instalados ao lado dos banheiros “tradicionais”, construídos a duras penas e à custa de uma árvore, alguns anos passados, fato bem conhecido pelos que aqui moram, quando foi armado um circo em torno do tema.


Penso novamente na cena e não consigo entendê-la. Quem seria o proprietário dos objetos e porque alguém teve a auspiciosa idéia de instalá-los lado a lado se já havia deles na área? Imagino que os ditos tenham sido depredados e a imundície tomado conta das instalações, mas o óbvio, ululante, seria limpar e disponibilizá-los para uso de quem quer que seja. Porque os banheiros tradicionais estão trancados a cadeado? Se bem me lembro os antigos diziam que tesouros eram guardados a sete chaves, mas o que dizer quando se tranca m@#$%?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Leia Mais, Seja Mais

Imagem: Site Ministério da Cultura.

A segunda etapa da campanha Leia Mais, Seja Mais começou nesta quinta-feira (2) e ficará no ar durante todo o mês de agosto.

O objetivo é fomentar e valorizar os hábitos de leitura, além de incentivar o uso das bibliotecas públicas em todo o país.

A ênfase é chamar a atenção para a leitura como atividade prazerosa e também como um caminho para o crescimento pessoal dos leitores.


O texto acima, publicado no site do Ministério da Cultura tenta incentivar a prática da leitura aos brasileiros dos mais distantes rincões. Tarefa hercúlea e ingrata, pois o que vemos atualmente é que grande parte da população do país se interessa mais pelo que a TV oferece, leia-se Reality Shows, programas de auditório que exploram a intimidade alheia e que nada acrescentam aos telespectadores e ainda os intragáveis humorísticos com cara de quarta-feira de cinzas. Mas a ideia é boa e elogiável.

Localmente é com tristeza que vejo mais uma campanha que não dará certo, primeiro porque a única biblioteca pública do município se encontra fechada para reformas e ampliação, sem prazo para conclusão, embora a placa comemorativa ao grande feito indique que o prazo para a conclusão da obra seria de apenas  90 dias.

Em segundo lugar poucos são os leitores por aqui. A única banca de revistas da cidade tem pouca variedade de livros e só não fechou ainda porque varia a oferta de livros com revistas das mais variadas espécies, embora pouco informativas, mas já é um alento.

Neste momento me pergunto onde será que os usuários de certa rede social muito popular por aqui compram seus livros, que não são poucos. Para quem ainda não se atentou ao fato, basta visitar a esmo os  perfis de esperantinenses pela rede e ver que lá - ao menos - fica-se a par de que todos ou a maioria posta que praticam o saudável hábito da leitura e os livros são bem variados no geral. Só não peça aos virtuais leitores que expliquem ou deem opiniões sobre o conteúdo destes livros supostamente lidos.

Fim de papo.